O Bolsa Família terá um novo piso de R$ 691 por família a partir da folha de outubro de 2026. O reajuste foi definido pelo Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026, e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) informou que os novos valores começam a ser pagos no calendário de outubro, a partir de 19 de outubro.
O ponto mais importante para o beneficiário é distinguir o piso do valor efetivamente depositado. Os R$ 691 não são uma parcela única igual para todas as famílias. O cálculo continua considerando a composição familiar e os benefícios aplicáveis a cada integrante. Além disso, situações específicas do programa, como a Regra de Proteção, podem alterar o valor que chega à conta.
O que muda no Bolsa Família a partir de outubro de 2026
Segundo o MDS, a atualização foi de 15,04% e corrige os valores com base na variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. A mudança alcança o piso do benefício e parcelas que entram no cálculo mensal.
| Componente | Valor anterior | Valor a partir de outubro de 2026 |
|---|---|---|
| Piso garantido por família | R$ 600 | R$ 691 |
| Benefício de Renda de Cidadania, por integrante | R$ 142 | R$ 164 |
| Benefício Primeira Infância, por criança de zero a sete anos incompletos | R$ 150 | R$ 173 |
| Benefício Variável Familiar, por integrante elegível | R$ 50 | R$ 58 |
O MDS também informou que o benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777. Essa média é uma estimativa para o conjunto de famílias atendidas e não deve ser usada para prever o depósito de uma família específica.
R$ 691 é o mínimo, não o valor exato de todas as famílias
O Benefício de Renda de Cidadania é calculado por integrante. Se a soma dessa parcela ficar abaixo de R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença necessária para alcançar o piso. Famílias que tenham crianças pequenas, gestantes, nutrizes, crianças ou adolescentes nas faixas atendidas podem ter parcelas adicionais, conforme as regras do programa.
Por isso, o valor efetivo pode ficar acima de R$ 691. Também é preciso observar que famílias enquadradas na Regra de Proteção recebem uma fração do benefício calculado enquanto permanecem nessa regra, de acordo com os critérios vigentes. Assim, para saber quanto realmente será pago em outubro, a referência correta é a parcela exibida nos canais oficiais para aquela família.
Calendário regular do Bolsa Família em outubro de 2026
No calendário regular, a data depende do último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar. Para outubro de 2026, os pagamentos começam em 19 de outubro e terminam em 30 de outubro.
| Final do NIS | Data de pagamento em outubro de 2026 |
|---|---|
| 1 | 19 de outubro |
| 2 | 20 de outubro |
| 3 | 21 de outubro |
| 4 | 22 de outubro |
| 5 | 23 de outubro |
| 6 | 26 de outubro |
| 7 | 27 de outubro |
| 8 | 28 de outubro |
| 9 | 29 de outubro |
| 0 | 30 de outubro |
Esse é o calendário regular. Municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal podem ter pagamento unificado no primeiro dia do calendário. Como essa condição depende de ato específico e pode mudar por mês, o beneficiário deve confirmar se existe aviso oficial aplicável ao seu município em outubro, sem presumir que uma antecipação de mês anterior continuará automaticamente.
Como conferir a data e o valor do pagamento
- Identifique o final do NIS. Consulte o número no cartão do Bolsa Família e use apenas o último dígito do NIS para localizar a data no calendário.
- Compare com o calendário oficial. No fluxo regular de outubro, o final 1 recebe em 19 de outubro e a sequência continua até o final 0, em 30 de outubro.
- Abra o aplicativo Bolsa Família. A CAIXA informa que o app permite consultar a situação do benefício, o valor das parcelas disponibilizadas e o calendário de pagamentos.
- Confira a movimentação financeira no CAIXA Tem, quando for o seu canal de recebimento. O aplicativo permite consultar saldo e extrato e movimentar a conta digital.
- Leia mensagens e avisos do benefício. Se houver bloqueio, pendência cadastral ou orientação específica, siga o canal indicado e procure o atendimento oficial quando necessário.
O reajuste não cria uma nova regra geral de entrada no programa
O Decreto nº 13.120 atualizou valores financeiros do Bolsa Família. Ele não deve ser interpretado como uma mudança automática nos critérios gerais de elegibilidade. Na página atual do programa, o MDS informa como regra de entrada renda mensal por pessoa de até R$ 218 para famílias inscritas no Cadastro Único, e esclarece que o ingresso não é automático, pois depende do processo de seleção e da disponibilidade orçamentária. Famílias já atendidas também podem estar sujeitas a regras específicas de permanência, como a Regra de Proteção.
Para o beneficiário que já recebe o programa, o novo piso não exige que todos refaçam o cadastro apenas por causa do reajuste. O que continua obrigatório é manter o Cadastro Único correto e atualizado. O MDS orienta atualização no máximo a cada 24 meses e sempre que houver mudança relevante, como endereço, renda, trabalho ou composição da família.
O que vale a pena conferir antes do pagamento de outubro
- se o benefício aparece como disponível, liberado, bloqueado ou com alguma mensagem no aplicativo;
- qual é o valor da parcela efetivamente calculada para a família;
- qual é o último dígito do NIS e a data correspondente no calendário;
- se há comunicação oficial de pagamento unificado no município;
- se os dados do Cadastro Único continuam corretos e dentro do prazo de atualização.
Em resumo, outubro de 2026 traz um piso maior, de R$ 691, mas a conferência prática deve ser feita família por família. O calendário oficial indica quando a parcela pode ser acessada, enquanto o aplicativo Bolsa Família mostra a situação e o valor calculado para o cadastro do beneficiário.





